sexta-feira, 31 de julho de 2009

Arquitetura da Informação: "dicionário"?

Publiquei ontem no Opinião & Notícia artigo sobre o livro Nas ruas e esquinas do Rio, do jornalista Claudio Carneiro. O artigo pode ser lido aqui e há uma promoção rolando em paralelo: quem faz um comentário de acordo com o que é pedido pode ganhar um exemplar assinado pelo autor.

Aproveito o espaço deste blog para fazer uma observação complementar: no site da livraria Corifeu-- que vende online os livros publicados pela editora Corifeu -- Nas ruas e esquinas está classificado como "Dicionários & Afins". E eu pergunto: essa escolha é intuitiva? Contribui para que os internautas encontrem o livro do Claudio no site? Ou é algo sem pé nem cabeça?

Só porque o livro é formado por 700 verbetes em ordem alfabética, não justifica a sua classificação dessa forma no site. É um livro leve, que conta a origem de nomes de ruas da cidade do Rio de Janeiro, esclarecendo quem foram as pessoas e como ocorreram os fatos que as nomeiam.

"Dicionário" remete a idiomas, tradução, algo quase sem criatividade, que se limita a dizer o significado das palavras. Um livro sem debate, sem discussão, usado para consultas breves. Nada a ver com as características e expectativas que associamos a um livro que conta historinhas e curiosidades, que poderia estar mais para uma estante de 'Não-ficção', 'Curiosidades', ou quem sabe ainda no famoso conjunto dos 'Diversos'.

O site provavelmente não apresentava nenhuma categoria em que o livro de Claudio Carneiro pudesse se encaixar. Nesse caso, sou a favor de criar uma categoria nova, inaugurando-a com ele. Na própria categoria Dicionários, só há três opções de livros. Então por que não uma com um, já que outros virão? Ao menos, com uma categorização mais intuitiva aumentariam as chances de o livro ser encontrado de forma fácil no site.

E esse é só um exemplo entre os tantos que quem respira arquitetura da informação observa em suas horas diárias de navegação...!

0 comentários: