sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Uma breve introdução ao conteúdo na Internet

Este foi o artigo que publiquei no site Jornalistas da Web há pouco tempo, neste link. A ideia é esclarecer alguns pontos sobre a produção de conteúdo para a Web, sobre os quais sou bastante questionada, e linkar esse trabalho com outras atividades, mostrando que estão interligados de uma forma bastante natural.

Tenho sido frequentemente questionada sobre o que é exatamente e como funciona o trabalho de fazer conteúdo para a Web. Estudantes, empresas interessadas em fazer sites ou melhorar os que já têm, profissionais de outras áreas e curiosos em geral me procuram - e isso é ótimo, pois não só demonstra interesse das pessoas como me abre a possibilidade de esclarecer para elas, entre outras coisas, que planejar e fazer conteúdo para a Internet inclui escrever, mas não se restringe a isso.

Ao pensar o
conteúdo online, é preciso avaliar a informação como um todo, a comunicação que aquele site deseja fazer, que tipo de impressão deseja despertar nos internautas e quais as perguntas do público que ele se prestará a responder. É preciso ainda pensar em caminhos, de preferência simples, que façam sentido para o internauta chegar ao que deseja, e isso tem tudo a ver com arquitetura da informação, usabilidade e acessibilidade, três inseparáveis companheiras. De que adianta um conteúdo maravilhoso, mas que ninguém encontra? É algo que tem tão pouca utilidade quanto um site visualmente lindo, mas sem conteúdo algum.

É fundamental que se conheça o público ao qual o site se destina. Quanto mais informação sobre esse público os webwriters, arquitetos da informação, designers e programadores tiverem, mais chances eles terão de desenvolver um trabalho que de fato atenda aos internautas e lhes dê aquilo que procuram e esperam. O valor disso é inestimável, considerando que estamos numa rede que, cada vez mais, distancia os clientes do conceito de fidelidade, diante das múltiplas possibilidades de escolha com as quais eles se deparam e da facilidade de, sem custos, simplesmente mudar de URL quando bem entendem. Para conseguir destaque na Web, é preciso estar atento e saber que quem manda é o internauta.

Quando se pretende avaliar a qualidade do conteúdo desenvolvido para um site, faz-se necessário verificar se o que é apresentado ali está sendo dito de uma forma que os internautas entendem e gostam. Avaliar se o conteúdo está bem feito e bem organizado, se os caminhos estabelecidos pela equipe são fáceis de ser compreendidos pelos usuários, enfim, se o site é eficiente é um trabalho para o qual existem os testes de usabilidade, existe o bom senso e existem as métricas, também inseparáveis companheiras dos editores de conteúdo.

As análises estatísticas e a interpretação certeira desses indicadores, dentro do contexto do site e das premissas que se pretende levar em consideração ao avaliá-lo, são eficientes na condução do conteúdo e no estabelecimento de diretrizes para o que se pretende apresentar aos internautas. As métricas mostram onde erramos, onde acertamos, o que pode ser melhorado e até o que deve continuar como está.

O "achismo" não tem valor na Web, e nem é necessário. Os
testes de usabilidade são de grande valia para que se evite lançar um site que não seja compreendido pelos internautas, que gere dúvidas e não incentive a navegação. Com estatísticas de fácil acesso e fácil compreensão, pode-se ter certeza de que o trabalho está bem feito, e de que o conteúdo está categorizado e disponibilizado de uma forma que lhe permite ser encontrado e tenha boa aceitação entre os usuários. Pode-se observar os caminhos dos visitantes e evitar que façam uma curva na hora errada, abandonando um portal de e-commerce pouco antes de finalizarem uma compra, por exemplo, ou deixando de ler parte de um texto simplesmente porque não o encontraram.

0 comentários: