segunda-feira, 5 de abril de 2010

Cinco erros que podem comprometer o futuro das agências digitais

Bem interessante este texto, publicado no iMedia Connection. Ele apresenta cinco razões pelas quais as agências digitais não darão certo, em função da maneira como vêm atuando.

A autora, Karen Macumber, afirma que não é uma “executiva típica de agência”, e que na verdade não colocou seus pés em uma antes de dar início a sua própria agência. Brilhantemente, na minha opinião, ela diz que hoje há muito foco na tecnologia - no “digital” - e nem tanto foco em prover um “serviço de comunicação” – na “agência”.

“Nós não somos os responsáveis pela tecnologia – nós temos a Microsoft, a Apple, o MIT e o Media Lab para isso. Mas nós somos os comunicadores e devemos ficar focados no que fazemos melhor – utilizar a comunicação para promover conexão com a audiência em um nível emocional e racional, gerando receita para o cliente”, escreve a autora.

As cinco razões que ela descreve para as agências digitais não darem certo pela maneira como estão caminhando são, numa tradução livre:

1) Agências digitais ainda estão construídas sobre a tradicional filosofia “a criatividade é rei”;

2) Os negócios das agências digitais ainda são operados como os de uma agência tradicional. Ponto forte deste item: “Marketing digital requer integração, não separação”;

3) As agências digitais se esquecem de que as necessidades humanas básicas, as emoções e comportamentos não mudam somente porque a tecnologia está se desenvolvendo – a tecnologia apenas capacita os humanos a preencher essas necessidades e conduzir esses comportamentos de maneiras diferentes;

4) As agências digitais não atuam, mas deveriam atuar, como editoras, dado o cenário atual do conteúdo gerado pelos usuários;

5) A indústria digital ainda deixa as estatísticas “atrás das cortinas” – Se as agências digitais quiserem realmente realizar um movimento em direção a não apenas levantar números, mas utilizá-los para melhorar o resultado de campanhas, elas devem começar a trabalhar com estratégias open-source de mensuração de resultados, que envolvam a cooperação dos consumidores.

Gostei. E comunicação é tudo mesmo :-)

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